Os Papéis · Quem ensina
Advogado de desenvolvedores
Escrito a partir de fontes publicadas
O engenheiro empregado por um fabricante cujo trabalho serve a quem usa a tecnologia dele. A advocacia fica dentro de relações com desenvolvedores — e o cargo só funciona enquanto a comunidade acreditar que ele diz a verdade sobre o produto de quem o paga.
De quem recebe
- A comunidade de desenvolvedores
- Perguntas, reclamações e os contornos (workarounds) que eles inventaram sem ninguém pedir.
- Produto e engenharia
- O que vem por aí, e o raciocínio por trás do que já existe.
- O suporte
- O caso recorrente — dificuldade da comunidade já quantificada.
A quem serve
- Os desenvolvedores de fora
- Uma rota para fazer o produto funcionar, e alguém que responde.
- A gestão de produto
- Evidência de campo no vocabulário de quem bateu no problema.
- A empresa
- Adoção construída sobre capacidade, não sobre persuasão.
Do que o trabalho depende
O papel é pago por um lado e útil ao outro, e o valor depende inteiramente de a comunidade acreditar na segunda parte. Essa crença se constrói na metade sem glamour: abrir o bug, dizer com todas as letras onde o produto fica devendo, e voltar depois com o que mudou. O advocate que faz isso é confiável e a empresa dele colhe; a metade interna do trabalho é o que torna a metade externa verdadeira — e é por isso que medir só a atividade de palco produz uma função que aos poucos para de funcionar.