A Prática

Como o trabalho é de fato feito.

Redes e segurança por dentro: triagem, escalonamento, evidências, passagem de bastão, escala de sobreaviso. Não é sobre como a tecnologia funciona, assunto de outras partes deste site, e sim sobre como o trabalho é feito por quem o faz.

Duas formas de ler isto

As partes abaixo estão em ordem, e a ordem é a vida de um sistema: antes de quebrar, quando quebra, quando não cede, depois que passa, a vida em volta e o ofício por baixo de tudo. Leia de cima a baixo e você terá percorrido o ciclo inteiro.

Ou chegue com uma pergunta só, leia um artigo e vá embora. Cada entrada mostra o que o artigo defende, e não o que ele cobre, porque quem procura o texto sobre escalonamento quer achar o argumento que responde à sua pergunta.

As posições a que este trabalho pertence

Cada artigo aqui descreve um trabalho que alguém é contratado para fazer. A seção Os Papéis cobre 43 dessas posições: pelo que cada uma responde, de quem recebe, a quem serve e como é medida.

Ler Os Papéis

A escada de carreira por trás deste trabalho está no livreto gratuito da Red Education, Understanding Cyber Security Career Paths, que descreve as funções, as tarefas e as habilidades de catorze papéis de segurança. Veja onde ele se cruza com este site.

De onde isto vem

Trinta anos são tempo suficiente para ter feito muita coisa, e nem de longe para ter feito tudo. O que está aqui é a parte que eu vivi.

Eu executei e eu planejei. Auditei ambientes de terceiros e supervisionei trabalhos que eu mesmo não fiz. Pus a mão no teclado e fui o nome na escala quando aquilo falhou de madrugada. Treinei equipes de operação: uma pessoa por vez diante de um console, e salas cheias de gente de uma só vez. Parte disso fiz para fabricantes, parte para integradores, e a maior parte para o cliente final, que precisava conviver com o resultado na segunda-feira.

Nada disso é teoria que eu li: é o que a minha carreira me ensinou.

I. Antes de quebrar

O trabalho que decide o quão ruins serão os próximos dois anos, feito enquanto nada está errado e ninguém está olhando.

II. Quando quebra

A trajetória de um único incidente, do momento em que alguém percebe até o momento em que o serviço volta.

III. Quando não cede

O que acontece quando o caminho normal falha: o escalonamento, o fabricante, a sala de crise e as decisões tomadas sem informação suficiente.

IV. Depois que passa

A metade do trabalho que costuma ser pulada, e a razão pela qual a mesma indisponibilidade volta.

V. A vida

A escala, a fila, o pager, as pessoas. A parte que nenhum runbook cobre e que todo profissional reconhece.

VI. O ofício

Evidências, captura, ferramental e os limites honestos da automação.