A Prática

Como o trabalho é de fato feito.

Redes e segurança por dentro: triagem, escalonamento, evidências, passagem de bastão, escala de plantão. Não é sobre como a tecnologia funciona, o que está coberto em outra parte deste site, e sim sobre como o trabalho é feito por quem o faz.

Duas formas de ler isto

As partes abaixo estão em ordem, e a ordem é a vida de um sistema: antes de quebrar, quando quebra, quando não cede, depois que passa, a vida em volta, e o ofício por baixo de tudo. Leia de cima a baixo e você terá percorrido o arco inteiro.

Ou chegue com uma pergunta única, leia um artigo, e vá embora. Cada entrada mostra o que ela defende, e não o que ela cobre, porque quem procura aquele sobre escalonamento está casando uma pergunta com um argumento.

As posições a que este trabalho pertence

Cada artigo aqui descreve um trabalho que alguém é empregado para fazer. Os Papéis cobre 39 dessas posições — pelo que cada uma responde, de quem recebe, a quem serve, e como é medida.

Ler Os Papéis

De onde isto vem

Trinta anos são tempo suficiente para ter feito muita coisa e nem de longe suficientes para ter feito tudo. O que está aqui é a parte que eu vivi.

Eu executei e eu planejei. Auditei o parque de outras pessoas e supervisionei trabalho que não fui eu quem fez. Fui a mão no teclado, e fui o nome na escala quando aquilo falhou de madrugada. Treinei equipes de operação — uma pessoa por vez diante de um console, e salas cheias delas de uma vez. Parte disso fiz para fabricantes, parte para integradores, e a maior parte para o cliente final que precisava conviver com o resultado na segunda-feira.

Nada disso é teoria que eu li, é o que a minha carreira me ensinou.

I. Antes de quebrar

O trabalho que decide o quão ruins serão os próximos dois anos, feito enquanto nada está errado e ninguém está olhando.

II. Quando quebra

O arco de um único incidente, do instante em que alguém percebe até o instante em que o serviço volta.

III. Quando não cede

O que acontece quando o caminho comum falha: escalonamento, o fabricante, a sala de guerra, e decisões tomadas sem informação suficiente.

IV. Depois que passa

A metade do trabalho que costuma ser pulada, e a razão pela qual a mesma indisponibilidade volta.

V. A vida

A escala, a fila, o pager, as pessoas. A parte que nenhum runbook cobre e que todo profissional reconhece.

VI. O ofício

Evidências, captura, ferramental, e os limites honestos da automação.