O enquadramento, e de quem ele é

A ideia de que um mercado de tecnologia se abre por um período e depois fecha — de que uma empresa vence ou perde menos pelos méritos do produto e mais por ter chegado enquanto a janela estava aberta — é de James L. Pelkey, desenvolvida ao longo das oitenta e uma entrevistas que sustentam A History of Computer Communications, 1968–1988. É usada aqui com o nome dele porque é uma contribuição analítica sua, não uma observação geral, e porque a obra de onde vem merece o crédito.

O que segue aplica esse enquadramento à primeira de três janelas.

O gatilho foi um regulador, não uma invenção

Nada foi inventado em 1968 que tornasse este mercado possível. O modem já existia; a Bell vendia data sets havia anos. O que mudou foi a permissão.

A decisão Carterfone, da FCC, estabeleceu que a rede telefônica tinha de aceitar acessórios que não a prejudicassem. Antes dela, a operadora decidia o que podia tocar suas linhas, e a resposta era, com confiabilidade, o equipamento dela mesma. Depois dela, qualquer um podia construir um dispositivo, provar que era inofensivo e vendê-lo a um assinante.

É um jeito incomum de uma indústria começar, e é por isso que esta janela tem data de início exata enquanto as outras duas têm datas aproximadas. Uma decisão regulatória tem data; uma necessidade de mercado não.

A janela: 1968 a 1972

Cerca de quatro anos, e o formato merece atenção. A abertura é nítida — uma decisão em 1968 — e o fechamento é gradual, à medida que as empresas que se moveram primeiro firmaram posições que as seguintes não conseguiram desalojar.

Os processos do Computer Inquiry, correndo em paralelo, fizeram a outra metade do trabalho: ao separar transmissão regulada de processamento de dados não regulado, tornaram lícito vender um serviço que move dados e também computa sobre eles. Entre os dois processos, ficou definido o que um não-operador podia construir e podia vender.

O que a janela produziu

Modems, primeiro e mais obviamente — o dispositivo que fazia uma linha telefônica carregar dados, agora comprável de alguém que não a companhia telefônica.

Multiplexadores estatísticos, que são o produto mais interessante porque respondem a uma pergunta econômica, não física. Terminais ficam ociosos a maior parte do tempo; uma fatia fixa por terminal desperdiça quase toda uma linha alugada. Bufferizar e intercalar significava menos linhas para a mesma quantidade de terminais, e o argumento de venda era aritmético.

Data sets, line drivers e todo o catálogo de interconexão de que um data center corporativo precisava, uma vez autorizado a comprar de qualquer um.

E, inevitavelmente, uma associação de classe: a IDCMA existia porque um mercado aberto por um regulador só continua aberto enquanto alguém o defende nos processos seguintes.

Por que ela fechou

Não porque os produtos deixaram de vender — a receita de modems seguiu crescendo por duas décadas. A janela fechou porque as perguntas para as quais o mercado se formara foram respondidas.

Em 1972 o formato de um produto de comunicação de dados estava assentado, os incumbentes estabelecidos, e um novo entrante precisava deslocar alguém em vez de atender a uma necessidade não atendida. É essa a definição de janela fechada: o mercado continua existindo e deixa de ser o lugar onde se constrói uma empresa do zero.

Os engenheiros e fundadores que fizeram aquilo uma vez não pararam. Vários reaparecem no início da janela seguinte, que se abriu por volta de 1979 por outro motivo e produziu um conjunto de empresas completamente diferente.

A receita prova o ponto sobre janelas

A receita de modems não teve pico quando a janela fechou. Teve pico quinze anos depois: cerca de US$ 33 milhões em 1970, e ainda subindo até US$ 993 milhões em 1987, antes de virar.

Essa distância é o argumento inteiro numa série só. O mercado esteve no seu maior tamanho muito depois de deixar de ser um lugar onde se construía uma empresa do zero — razão pela qual "o mercado está crescendo" e "a janela está aberta" são afirmações diferentes, e só a segunda é um convite para começar algo.

Números de Pelkey, Apêndice A.1, Product Revenues 1970-1988.