bug (the first computer bug)
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O registro de 1947 em que uma mariposa presa em um relé do Harvard Mark II foi colada ao lado da nota "First actual case of bug being found" (primeiro caso real de um inseto sendo encontrado).
É real e encantador, mas não é a origem da palavra: engenheiros, entre eles Edison, já chamavam defeitos de "bugs" décadas antes. A mariposa de 1947 é o primeiro caso de um inseto literal causando falha, e o caderno de registro está preservado no Smithsonian. Grace Hopper adorava contar a história, e foi assim que as duas ideias se fundiram na memória popular.
A mariposa colada num diário de bordo de Harvard em 9 de setembro de 1947 é a história de origem mais repetida da computação, e o detalhe que todo mundo deixa passar está na redação. A anotação diz "primeiro caso real de um bug encontrado", e a palavra real faz todo o trabalho: os engenheiros faziam uma piada que só funciona porque o termo já existia. Bug significava falha em máquina desde o século XIX, e Edison o usava nesse sentido décadas antes de alguém construir um computador a relés.
A atribuição também derivou. Grace Hopper estava na equipe do Mark II e tornou a história famosa em anos de palestras, e é por isso que ela leva o nome dela, mas o próprio catálogo do Smithsonian observa que o diário provavelmente não era dela e que a caligrafia não confere. Ela popularizou, não escreveu, uma distinção que provavelmente teria apreciado.
A mariposa continua lá, achatada sob celofane amarelado, no National Museum of American History. A história sobrevive porque é um artefato perfeito: um inseto literal dentro de uma máquina, exatamente no momento em que a profissão inventava um vocabulário para a falha. Só que não é a etimologia, e contá-la com precisão é mais interessante do que contá-la redondinha.
Contestado / frequentemente mal contado Uma versão popular desta história é imprecisa - veja a nota acima.
Também conhecido como: first bug, computer moth, debugging origin
Fontes
- Smithsonian National Museum of American History, object record 'Log Book With Computer Bug' (ID 1994.0191.01, dated 1947): engineers on the Harvard Mark II "found a moth stuck in one of the components" and "taped the insect in their logbook and labeled it 'first actual case of bug being found'". The same record sets the moth in its longer context: "American engineers have been calling small flaws in machines 'bugs' for over a century. Thomas Edison talked about bugs in electrical circuits in the 1870s." It places Grace Hopper "among those working on the Mark II in 1947" and states that "This log book was probably not Hopper's"
- P. A. Kidwell, 'Stalking the elusive computer bug', IEEE Annals of the History of Computing, vol. 20, no. 4 (1998), pp. 5-9, DOI 10.1109/85.728224, one of the two references the museum gives for its own record
- Grace Murray Hopper, 'The First Bug', Annals of the History of Computing, vol. 3 no. 3 (1981), pp. 285-286, the museum's other reference and Hopper's own account. Named without a link: the pre-1987 Annals volumes are not indexed in Crossref and no DOI for it was found. The widely repeated day, 9 September, appears in neither the museum's record nor any document read here