GTSM

sigla

redessegurança

Significa: Generalized TTL Security Mechanism

Uma verificação que só aceita os pacotes de um protocolo se chegarem com TTL 255, ou seja, sem ter passado por roteador algum.

A RFC 5082 a define: quem envia põe o TTL ou Hop Limit em 255 e, como todo roteador decrementa o valor, quem exige 255 descarta pacotes forjados mais longe. O BFD, o VRRP e as sessões BGP diretamente conectadas a usam; ela não substitui a autenticação.

A RFC 5082, de outubro de 2007, que torna obsoleta a RFC 3682, diz que o TTL de todo pacote de uma sessão com GTSM MUST ser 255. A premissa é que falsificar o TTL é considerado quase impossível, e por isso um valor esperado dá uma defesa simples e razoavelmente robusta contra pacotes de protocolo forjados fora da rede. Um pacote que passou por um único roteador chega com 254, no máximo.

O BFD de hop único aplica a regra à risca: os pacotes de controle saem com TTL 255 e, sem autenticação, são descartados na chegada se o valor for outro. O VRRP versão 3 faz o mesmo, o que restringe a maioria das suas vulnerabilidades à rede local, e a RFC 7454 diz que os operadores SHOULD usar TTL security nos peerings BGP diretamente conectados. Os pacotes multicast do OSPF seguem o caminho oposto, TTL 1, para nunca saírem do enlace.

Os limites estão na própria RFC 5082: o GTSM não substitui a autenticação e não protege contra alguém de dentro, no fio, falsificando ou repetindo pacotes. Também não atravessa vários hops, e por isso o BFD multihop depende de autenticação, e a RFC 5880 observa que um pacote BFD de eco perde uma unidade de TTL, o que deixa a falsificação do eco possível a partir de um hop de distância.

Também conhecido como: generalized ttl security mechanism, ttl security, ttl-security, ttl 255

← Todos os verbetes do glossário