CSMA/CD

sigla

redes

Significa: Carrier Sense Multiple Access with Collision Detection

A etiqueta de canal da Ethernet clássica: escute antes de falar, fale só quando o fio estiver em silêncio, e se duas estações colidirem mesmo assim, pare, sinalize e tente de novo após um recuo aleatório.

Metcalfe e Boggs descreveram o esquema no artigo de julho de 1976 na CACM sobre a Ethernet, e o IEEE 802.3 o padronizou: a estação sente a portadora, transmite quando o meio está ocioso, continua escutando enquanto envia e, ao detectar colisão, emite um sinal de jam para que todos percebam, esperando então um intervalo aleatório escolhido por backoff exponencial binário antes de tentar de novo. O frame mínimo de 64 bytes existe por causa dele, dimensionado para que uma transmissão dure ao menos uma ida e volta pelo segmento máximo e as colisões sejam sempre detectadas a tempo. É também o lado perdedor da grande discussão dos anos 1980 com a vez determinística do Token Ring. A Ethernet comutada full-duplex aposentou a contenção por completo, então o CSMA/CD sobrevive no enquadramento, no tamanho mínimo de frame e nas provas.

Em full duplex, todo o esquema fica desligado. A nota de troubleshooting da Cisco põe os dois mundos lado a lado: num segmento compartilhado, em half duplex, 'Collisions are not bad; they are essential to correct Ethernet operation', enquanto 'In full-duplex Ethernet, collision detection is disabled'.

O que sobrevive na operação é a colisão tardia. Uma colisão 'detected by a station after it has sent the 512th bit of its frame' conta como tardia, porque a essa altura toda estação já deveria ter ouvido o frame; a Cisco lista como causas habituais o cabeamento incorreto, hubs demais e placas de rede com defeito. Numa rede comutada moderna, um contador de colisões tardias que se move quase sempre quer dizer outra coisa: uma ponta do enlace está em half duplex e a outra em full, o duplex mismatch.

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