observability

termo

cultura de operaçõesnuvem

Quão bem você consegue entender o que um sistema faz internamente a partir dos sinais que ele emite.

Muitas vezes resumida em logs, métricas e traces, a observabilidade trata de poder fazer novas perguntas a um sistema em execução sem publicar novo código, sobretudo quando algo quebra de um jeito imprevisto. É o que transforma uma pane misteriosa em uma diagnosticável.

Observabilidade pergunta se você consegue entender o que um sistema está fazendo a partir de fora, sem publicar código novo para responder a uma pergunta. Monitoramento diz que algo conhecido quebrou; observabilidade é conseguir investigar aquilo que ninguém previu, que é a situação apresentada por todo incidente real.

Os três sinais são convencionais e complementares. Métricas são baratas, agregadas e boas em mostrar que algo mudou. Logs carregam detalhe e contexto, mas custam armazenamento e são difíceis de consultar em escala. Rastros seguem uma requisição entre serviços, que é a única forma prática de descobrir onde a latência realmente se acumula num sistema distribuído. Cada um responde a uma pergunta que os outros respondem mal.

O modo de falha é coletar os três e não entender nenhum. Alta cardinalidade é a causa técnica usual, já que um rótulo com valores ilimitados multiplica séries até o sistema que as armazena virar a própria queda. A causa organizacional é instrumentar de forma abrangente em vez de deliberada, o que produz painéis que ninguém lê e faturas que ninguém esperava. Instrumentar para as perguntas que você de fato faz durante incidentes produz menos dados e mais respostas.

Também conhecido como: o11y, logs metrics traces, three pillars

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