the Homebrew Computer Club
folclorecultura de operaçõeshacking
O clube de hobbistas de Menlo Park, de 1975, onde começaram a indústria do computador pessoal e sua primeira briga por software.
Reunido pela primeira vez na garagem de Gordon French em 5 de março de 1975, em torno do recém-lançado Altair 8800, o clube e sua cultura de mostrar-e-contar lançaram dezenas de empresas; Steve Wozniak demonstrou ali o que viria a ser o Apple I. Também abrigou a cisão ideológica fundadora da indústria: a Carta Aberta aos Hobbistas de Bill Gates, de 1976, acusou a cultura de copiar fitas do clube de roubar o BASIC da Micro-Soft, traçando a linha de batalha entre software como bem comum e software como produto. O software livre e a indústria de software dividem essa garagem como local de nascimento.
O Homebrew Computer Club se reunia desde 1975 no Vale do Silício, um encontro de entusiastas em que as pessoas levavam peças, esquemas e máquinas funcionando e passavam os detalhes umas às outras. O Apple I foi demonstrado ali, e um número substancial das primeiras empresas de computador pessoal tinha fundadores naquela sala.
A cultura era de troca livre, e o documento mais famoso saído dali é a carta aberta de Bill Gates acusando os membros de roubarem seu BASIC ao copiá-lo. Aquela carta é uma exposição razoável de uma posição que se revelou o futuro da indústria, e caiu numa comunidade que entendia software como algo que se compartilha porque todo mundo estava construindo o hardware em que ele rodava. Os dois lados descreviam um mundo que estava prestes a deixar de existir.
O que o clube demonstra é o valor da proximidade física antes de existirem redes. O progresso se acumulava porque uma solução demonstrada numa quarta-feira estava em outras cinco máquinas na semana seguinte, que é o mesmo mecanismo que o código aberto formalizou vinte anos depois. O movimento de hackerspaces é descendente direto, e o argumento a favor dele não mudou: conhecimento transfere mais rápido entre pessoas na mesma sala.