blue box

folclore

hacking

O aparelho de phreaking telefônico que gerava o tom de 2600 Hz e as frequências de sinalização para tomar o controle da rede de longa distância.

A sinalização in-band fazia a rede telefônica confiar em tons que qualquer pessoa podia produzir; um apito de brinde do cereal Cap'n Crunch atingia exatamente 2600 Hz, dando a John Draper o apelido de Captain Crunch. Steve Wozniak e Steve Jobs montaram e venderam blue boxes antes de fundar a Apple, e Wozniak disse depois que sem elas não haveria Apple. A lição sobreviveu ao hardware: nunca confie em sinais de controle transportados no canal de dados.

Uma blue box gerava os tons que controlavam a comutação de longa distância da AT&T, permitindo a quem a tivesse fazer ligações que o sistema de tarifação nunca via. A técnica vinha da mesma fragilidade de sinalização em banda que o apito de 2600 Hz explorava, e a caixa a automatizava.

Os aparelhos importam historicamente por causa de quem os construiu. Steve Wozniak e Steve Jobs fabricaram e venderam blue boxes antes da Apple, e Wozniak foi explícito ao dizer que a confiança de ter construído algo que controlava a rede telefônica foi pré-condição para acreditarem que poderiam construir uma empresa de computadores. Boa parte do Vale do Silício inicial passou antes pelo phreaking telefônico.

A vulnerabilidade foi fechada movendo a sinalização para fora de banda, para um canal separado que usuários não alcançam, que é a correção arquitetural correta e a que se generaliza. O interesse histórico está na cultura, e não na técnica: uma geração aprendeu que sistemas grandes e opacos são compreensíveis para quem for curioso e persistente o bastante, que é a disposição que a área de segurança ainda seleciona e ocasionalmente processa.

Também conhecido como: phone phreaking, 2600 Hz

Todos os verbetes do glossário