Phrack
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O e-zine underground, publicado desde 1985, que carregou os textos fundadores da cultura hacker e sua escrita técnica mais profunda.
A Phrack (phreak mais hack) circula desde 1985 como revista eletrônica voluntária; a edição 7 trouxe o Manifesto Hacker, e o 'Smashing the Stack for Fun and Profit' de Aleph One, na edição 49, ensinou a uma geração como buffer overflows realmente funcionam, fundando a alfabetização moderna em exploits. Promotores certa vez avaliaram um documento que ela republicou em dezenas de milhares de dólares, na era das batidas do caso Steve Jackson Games; o texto era efetivamente público. É o samizdat da área, ainda em publicação.
A Phrack publica artigos técnicos feitos por e para o underground desde 1985, em texto puro, de forma irregular, com um padrão editorial que sobreviveu a quase toda publicação comercial da área. Sua influência repousa num pequeno número de artigos que definiram como uma geração entendeu exploração.
Smashing the Stack for Fun and Profit, publicado na Phrack em 1996, é o exemplo mais claro. Ele explicou a exploração de estouro de buffer com cuidado suficiente para que um programador competente acompanhasse, e é diretamente responsável por uma grande expansão tanto da população atacante quanto da defensora. Publicá-lo foi controverso, e os avanços defensivos que se seguiram, canários de pilha, memória não executável, aleatorização de endereços, existem porque a técnica passou a ser amplamente compreendida.
Esse é o argumento da divulgação em sua forma histórica mais clara. Conhecimento de ataque que circula em privado favorece exclusivamente os atacantes; o mesmo conhecimento publicado favorece também os defensores, e o trabalho defensivo só acontece quando a ameaça se torna legível. A existência continuada da Phrack, sem glamour e sem monetização, lembra que a literatura séria de uma área nem sempre está onde está o dinheiro dela.