NotPetya
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Um surto de malware destrutivo de 2017 disfarçado de ransomware.
O NotPetya se espalhou usando o mesmo exploit EternalBlue do WannaCry, mas foi projetado para destruir dados em vez de coletar resgate. Causou bilhões em prejuízos a empresas globais e é amplamente atribuído a um Estado-nação.
O NotPetya se apresentou como ransomware e não era. Ele criptografava sistemas e exibia um pedido de resgate, mas a criptografia foi construída de modo que a recuperação fosse impossível mesmo com pagamento, o que significa que o resgate era camuflagem para destruição.
Sua disseminação se deu por um mecanismo comprometido de atualização de um software contábil ucraniano, que é ataque de cadeia de suprimentos em sua forma mais pura: o código malicioso chegou assinado, pelo canal confiável, vindo do fornecedor. Depois se propagou lateralmente usando credenciais roubadas e um exploit vazado, o que significou que organizações com uma única subsidiária ucraniana perderam a rede global inteira em horas.
O dano é estimado em bilhões e é o ciberataque mais caro já registrado, e o desdobramento produziu uma questão jurídica que importou mais que o malware. Seguradoras negaram sinistros sob exclusões de guerra com base na atribuição estatal, e o litígio resultante remodelou como o seguro cibernético é escrito. O NotPetya é, portanto, o caso que estabeleceu que um ataque destrutivo pode passar de incidente de segurança a ato não segurável, que é categoria de risco que a maioria das organizações jamais havia considerado.
Também conhecido como: NotPetya, ExPetr
Fontes
- NotPetya (2017)