WannaCry

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O worm de ransomware de 2017 que se espalhou por um exploit vazado do Windows e paralisou sistemas no mundo todo.

Ele usou o exploit de SMB EternalBlue para se autopropagar, cifrando arquivos e exigindo Bitcoin, e atingiu hospitais, fábricas e redes ferroviárias em horas. A descoberta acidental de um domínio de interrupção por um pesquisador o desacelerou, mas não antes de causar bilhões em prejuízo.

O WannaCry se espalhou em maio de 2017 usando o EternalBlue, exploração de uma falha de compartilhamento de arquivos do Windows que fora desenvolvida pela NSA, vazada por um grupo que se chamava Shadow Brokers, e corrigida pela Microsoft cerca de dois meses antes do surto. Ele criptografava arquivos e exigia pagamento em bitcoin.

Seu impacto foi desproporcional porque era um verme, e não uma campanha de e-mail: uma vez dentro de uma rede, espalhava-se de máquina em máquina sem ninguém clicar em nada. O serviço nacional de saúde britânico esteve entre as vítimas mais visíveis, com consultas e procedimentos cancelados, e a razão era conhecida: sistemas críticos demais para sair do ar para correção são também críticos demais para se perder.

Dois detalhes valem lembrança. Um pesquisador interrompeu o surto quase por acaso ao registrar um domínio que o malware consultava, o que funcionou como interruptor de emergência, e o mecanismo de resgate era tão malfeito que pagar frequentemente não recuperava os dados. Mas a lição de fundo é sobre a janela de correção: o remendo existia, a exploração era pública, e o intervalo entre esses dois fatos é onde o evento inteiro aconteceu.

Também conhecido como: WannaCry, WannaCrypt, WCry

Fontes

  • Widely documented (May 2017); NCSC/US-CERT advisories

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