EternalBlue

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O exploit de SMB desenvolvido pela NSA e vazado em 2017 que moveu o WannaCry e o NotPetya.

Desenvolvido dentro da NSA e vazado pelo grupo Shadow Brokers em abril de 2017, o EternalBlue transformou em arma uma falha do SMBv1 que a Microsoft havia corrigido um mês antes como MS17-010; em semanas movia o WannaCry e, logo depois, o NotPetya. Virou o caso de referência no debate sobre governos estocarem vulnerabilidades em vez de divulgá-las. A sobrevida do exploit em redes sem patch durou anos além das manchetes.

O EternalBlue é uma exploração de falha no protocolo de compartilhamento de arquivos SMB da Microsoft, desenvolvida pela NSA e mantida como capacidade ofensiva em vez de reportada ao fabricante. Em abril de 2017 foi publicada pelos Shadow Brokers e, em semanas, era o motor tanto do WannaCry quanto do NotPetya.

A sequência é o argumento. Uma agência encontrou uma vulnerabilidade em software que roda numa fatia enorme dos computadores do mundo, julgou que mantê-la valia mais que corrigi-la, perdeu o controle dela, e os vermes resultantes causaram bilhões em danos a hospitais, empresas de navegação e indústrias. A Microsoft a havia corrigido um mês antes de o vazamento se tornar público, tendo sido avisada, que é a única razão de o estrago não ter sido muito pior.

Hoje é a referência padrão no debate sobre equidade de vulnerabilidades: quando um governo descobre uma falha, ele divulga para que todos fiquem protegidos, ou a retém para uso de inteligência? O argumento pela retenção é real, já que algumas capacidades têm valor genuíno. O contra-argumento é o EternalBlue, que demonstrou que uma exploração estocada é um passivo mantido em nome de todos que usam aquele software, e que estoques vazam.

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