ATM

sigla

Provedores e telecomredes

Significa: Asynchronous Transfer Mode

Asynchronous Transfer Mode - a aposta dos anos 1990 de que todo tráfego, de voz a dados, deveria andar em células fixas de 53 bytes com QoS rígido. Ethernet e IP venceram no lugar.

O ATM cortava tudo em payloads de 48 bytes atrás de cabeçalhos de 5, comutados por rótulos de circuito VPI/VCI, com classes de serviço (CBR, VBR, ABR, UBR) dando às operadoras as garantias em que confiavam. Rodou a visão B-ISDN sobre SONET/SDH em OC-3 e OC-12, carregou o back-end do DSL por anos e dominou núcleos de operadora na virada do século. O que o matou: o imposto de célula de ~10% de overhead, a complexidade de camadas de adaptação como a AAL5 e de fingir ser uma LAN, e portas Ethernet que ficaram rápidas e baratas mais depressa do que o ATM conseguia. O MPLS levou as ideias de engenharia de tráfego e deixou as células para trás.

O ATM carregava tudo em células fixas de 53 bytes, tamanho escolhido por acordo de comitê entre requisitos de voz e de dados, e prometia qualidade de serviço determinística que o IP não oferecia. Por um período nos anos 1990 esperava-se amplamente que virasse a camada de rede universal.

Ele perdeu, e as razões são instrutivas. O imposto da célula, cinco bytes de cabeçalho para quarenta e oito de carga, desperdiçava cerca de dez por cento da capacidade, o equipamento era caro, e rodar IP sobre ele exigia uma camada de adaptação que acrescentava complexidade justamente à coisa que todo mundo queria usar. A Ethernet ficou mais rápida e mais barata numa curva que o ATM não conseguia acompanhar, que é a mesma história do DECnet e do Token Ring: bom o bastante e aberto vence melhor e fechado.

Também conhecido como: atm, asynchronous transfer mode, cell relay, aal5, vpi/vci

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