O problema que o VOSS resolve
Numa rede tradicional, levar uma para outra parte do campus significa passar aquele VLAN ID em trunk, hop a hop (cada switch do caminho), e depender do spanning tree para manter a topologia sem loops. Funciona, mas escala mal: todo switch do caminho precisa carregar a VLAN, o spanning tree bloqueia links pelos quais você pagou, e uma mudança no meio da rede se propaga para o resto dela. O VOSS, o Fabric Connect da Extreme, construído sobre o Shortest Path Bridging MAC (, 802.1aq), segue outro caminho: você provisiona o serviço só na borda, e a fabric se encarrega de transportá-lo automaticamente.
O I-SID é o serviço
A unidade desse serviço é o (Service Instance Identifier), um número de 24 bits que vai no header (cabeçalho) MAC-in-MAC do SPBM. Em vez de estender uma VLAN pelo core, você mapeia a VLAN para um I-SID no switch de borda, o Backbone Edge Bridge, ou . Qualquer outro BEB com o mesmo I-SID configurado entra no mesmo serviço; os switches de core que ficam no meio, os Backbone Core Bridges (BCBs), nem precisam saber que ele existe. O VLAN ID continua local em cada borda: só o I-SID é global.
Três tipos de serviço, um só mecanismo
O mesmo mecanismo de I-SID transporta três tipos de serviço, dependendo do que você mapeia para ele:
- Layer 2 VSN: uma VLAN de cliente é mapeada para um I-SID (
vlan i-sid <vlan> <isid>). É um serviço de camada 2 any-to-any: a VLAN aparece em todos os BEBs que compartilham o I-SID, como se estivessem todos no mesmo switch. - Layer 3 VSN: uma (Virtual Routing and Forwarding instance) é mapeada para um I-SID. É um serviço roteado, em full mesh: uma tabela de roteamento virtualizada, transportada pela fabric.
- IP Shortcuts: a tabela de roteamento global (VRF 0) é encaminhada via , sem nenhum I-SID; o encaminhamento segue a alcançabilidade dos backbone MACs pelo caminho mais curto.
Então o número do I-SID, sozinho, não diz se o serviço é de camada 2 ou de camada 3: isso depende do que você associou a ele. É exatamente por isso que a ferramenta complementar valida o número e explica as opções, em vez de tentar adivinhar o tipo.
Como um frame atravessa a fabric
Quando um BEB recebe um frame (quadro) numa VLAN mapeada para o I-SID 100, ele consulta o I-SID, descobre qual backbone MAC remoto é dono daquele serviço e encapsula o frame original num novo header de backbone MAC, com o seu próprio B-MAC nodal como origem e o B-MAC do nó de destino como destino; depois, encaminha o frame encapsulado para o core. Os BCBs fazem o switching só pelo backbone MAC e nunca olham o frame do cliente. O BEB de destino tira o header de backbone e entrega o frame original. Isso é o MAC-in-MAC: o mundo do cliente e o mundo do backbone ficam bem separados.
Onde entra o control plane
Nada disso usa spanning tree. A fabric roda IS-IS como o seu único control plane (plano de controle) link-state: os nós formam adjacências, aprendem a topologia, calculam os caminhos mais curtos e distribuem por flooding a informação de quais I-SIDs cada nó tem, à medida que os serviços são provisionados. Duas Backbone VLANs (normalmente a 4051 e a 4052) transportam o tráfego, mas não fazem flooding de frames desconhecidos, de broadcast ou de multicast: elas só encaminham com base nas tabelas de backbone MAC que o IS-IS monta. Essa é a promessa do SPBM: montar a rede uma vez, provisionar na borda e não mexer mais no core.