O FortiEDR se constrói em torno de uma afirmação que vale entender antes de os componentes fazerem sentido: a de que o momento decisivo não é quando um arquivo chega, e sim quando um processo tenta fazer algo que não deveria. A arquitetura decorre disso.
Os componentes
Coletores rodam nos endpoints. Observam comportamento de processos e, criticamente, conseguem bloquear uma ação no momento em que ela é tentada, em vez de apenas reportar depois.
Agregadores são o ponto de concentração ao qual os coletores reportam. Existem para que um parque grande não tenha todo endpoint falando direto com o core, e para que os endpoints tenham algo alcançável por perto.
Cores fazem a análise mais profunda do que os agregadores encaminham.
O Central Manager é o console: políticas, inventário, eventos, investigação.
O Fortinet Cloud Service (FCS) fornece a inteligência de classificação. Quando um coletor vê algo suspeito, o FCS é o que transforma "este processo fez algo incomum" em "isto é reconhecidamente malicioso" ou "isto é benigno".
Esse último merece atenção pelo que acontece quando fica indisponível. O coletor ainda aplica a política que tem e ainda bloqueia no momento da ação; o que degrada é o enriquecimento que reduz falsos positivos. Operar sem o FCS não é o mesmo que operar sem proteção, e também não é o mesmo que operar normalmente.
Implantação
A instalação de coletores é distribuição de software comum, pela ferramenta que gerencia seu parque. As considerações que de fato causam problema estão em outro lugar:
Grupos de coletores determinam quais políticas se aplicam. É a mesma armadilha dos perfis do EMS: uma política correta atribuída a um grupo em que o endpoint não está produz um endpoint fazendo outra coisa.
Caminho de comunicação. Coletores precisam alcançar um agregador. Um endpoint remoto que não alcança está desprotegido no sentido que importa: rodando sua última política conhecida, sem reporte e sem atualizações.
Convivência com outros softwares de endpoint. Dois produtos capturando execução de processos é fonte reconhecida de instabilidade, e a configuração de exclusões de cada um vale ser feita deliberadamente, e não depois do primeiro travamento.
Multi-inquilino
Onde uma implantação atende múltiplas organizações — um provedor de serviços gerenciados, ou um grupo com unidades de negócio genuinamente separadas — o multi-inquilino as separa. Cada inquilino tem seus coletores, políticas, eventos e administradores, e não enxerga os demais.
O ponto arquitetural é que a separação é na camada de gerência enquanto a infraestrutura pode ser compartilhada. Isso faz da atribuição de inquilino um controle de segurança, e não uma conveniência organizacional, com o mesmo peso da atribuição de numa malha de switches compartilhada.
Inventário e ferramentas de sistema
O inventário é a resposta a "o que está de fato protegido", e é mais útil do que parece porque a distância entre o parque que você acredita ter e o que está reportando é onde os incidentes acontecem.
Vale ler com regularidade, e não durante um incidente:
- Coletores que não reportam. Cada um é um endpoint rodando política desconhecida sem visibilidade.
- Dispersão de versões. Coletores antigos podem não ter detecções que os novos têm.
- Endpoints não gerenciados, em que a rede mostra um equipamento que o inventário não tem.
A API
O FortiEDR expõe uma API de gerência, que importa para três coisas na prática: puxar eventos para um , automatizar resposta a partir de uma plataforma de orquestração, e reportar sobre uma frota sem clicar pelo console.
O valor do trabalho por API é a consistência, e não a velocidade. Uma ação tomada por API é a mesma ação todas as vezes, e é isso que a torna segura de disparar automaticamente.
O que quem vai prestar o exame precisa saber de cor
Coletores observam comportamento de processos nos endpoints e conseguem bloquear no momento da ação; agregadores concentram o reporte; cores analisam; o Central Manager é o console. O Fortinet Cloud Service fornece inteligência de classificação, e perdê-lo degrada o enriquecimento em vez de remover a aplicação. Grupos de coletores decidem quais políticas se aplicam, e divergência de grupo é a causa comum de comportamento inesperado. O multi-inquilino separa na camada de gerência sobre infraestrutura possivelmente compartilhada. O valor do inventário é encontrar endpoints que não estão reportando.