the Streisand effect

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Quando uma tentativa de esconder ou suprimir uma informação acaba atraindo muito mais atenção a ela.

O nome vem de um processo de 2003 em que Barbra Streisand tentou remover uma foto aérea de sua casa de um levantamento costeiro obscuro, que então viralizou por causa da ação. Na internet, tentar enterrar algo costuma ser a forma mais certa de espalhá-lo.

Em 2003 Barbra Streisand processou um fotógrafo por uma imagem aérea de sua casa, parte de um levantamento de erosão costeira. A fotografia havia sido baixada seis vezes antes do processo, duas delas pelos próprios advogados dela. A publicidade gerada pela ação trouxe centenas de milhares de visualizações, e Mike Masnick batizou o padrão.

O mecanismo é simples e confiável. A tentativa de suprimir uma informação sinaliza que a informação importa, motiva as pessoas a encontrá-la e copiá-la, e converte um documento que ninguém procurava numa notícia. Uma vez que existem cópias em muitas jurisdições e arquivos, a remoção fica impossível na prática, por mais claro que seja o direito legal.

Sua relevância para segurança é direta e frequentemente ignorada. Ameaças jurídicas contra pesquisadores que divulgam vulnerabilidades produzem de forma confiável mais atenção à vulnerabilidade, e não menos, e o mesmo vale para pedidos de remoção de documentos vazados. A conclusão prática é indesejada pelos advogados e correta: uma vez que a informação é pública, a decisão não é se ela se espalha, e sim se você participa da conversa sobre ela, e a supressão como estratégia tem um modo de falha documentado que leva o nome de quem o demonstrou.

Também conhecido como: Streisand effect

Fontes

  • Coined by Masnick, Techdirt (2005); Streisand v. Adelman (2003)

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