the Jargon File

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O dicionário comunitário de longa data da gíria e cultura hacker, mantido desde os anos 1970.

Iniciado em Stanford em 1975 e depois editado como "The New Hacker's Dictionary", o Jargon File é onde boa parte deste vocabulário é registrada e sua etimologia debatida. É uma fonte primária do folclore hacker, e um lembrete de que essa cultura sempre se documentou.

O Jargon File começou em Stanford em 1975 como uma coletânea da gíria usada em alguns laboratórios de inteligência artificial, circulou entre instituições, e depois foi editado como The New Hacker's Dictionary. É onde boa parte do vocabulário que este glossário documenta foi registrada pela primeira vez.

Seu valor é antropológico, e não meramente lexical. Os verbetes registram não apenas o que as palavras significavam, mas o que a comunidade valorizava: precisão, engenhosidade, desprezo pela burocracia, e uma vertente específica de humor que pressupõe um leitor inteligente. Lê-lo é o mais próximo disponível de escutar uma cultura técnica antes de ela saber que era uma.

Ele também é genuinamente disputado, e fingir o contrário seria desonesto. A edição de Eric Raymond remodelou substancialmente as versões posteriores, acrescentando material e um enquadramento político que colaboradores anteriores contestaram, e há quem sustente que o dicionário publicado reflete mais as visões dele que as da comunidade original. Essa controvérsia é ela própria instrutiva: um documento que registra uma cultura vira uma afirmação sobre aquela cultura, e quem segura a caneta é quem a faz.

Também conhecido como: jargon file, hacker's dictionary, hackers dictionary

Fontes

  • The Jargon File (1975-), ed. Raymond et al.

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