the ILOVEYOU virus
folcloresegurançacultura de operações
O worm de e-mail de 2000 cujo assunto 'ILOVEYOU' enganou milhões de pessoas, levando-as a infectar as próprias máquinas.
Abrir a 'carta de amor' anexada executava um script que sobrescrevia arquivos e se enviava para toda a lista de contatos da vítima, espalhando-se pelo mundo em horas. Seu gancho social, e não qualquer brilhantismo técnico, é o que o tornou um dos worms mais destrutivos de sua época.
O ILOVEYOU se espalhou em maio de 2000 como anexo de e-mail com um assunto que prometia afeto, e alcançou milhões de máquinas em dias. Ele sobrescrevia arquivos, coletava senhas e se enviava a todos do catálogo de endereços da vítima, e é por isso que se moveu mais rápido que qualquer coisa antes dele.
O truque técnico era social, e não engenhoso. O anexo era um script cuja extensão real ficava escondida por um padrão do Windows que ocultava tipos de arquivo conhecidos, então um arquivo que parecia documento de texto era executável. O vírus não derrotou um controle de segurança; explorou uma decisão de interface tomada por capricho estético, e a interação entre um padrão cosmético e um formato executável era toda a vulnerabilidade.
Seu efeito duradouro foi sobre padrões, e não sobre antivírus. Sistemas de correio passaram a remover anexos executáveis, hosts de script foram restringidos, e a suposição de que o julgamento do usuário é a última linha de defesa perdeu credibilidade de um jeito que produziu mudança arquitetural real. O outro legado é o reconhecimento de que uma mensagem de um contato conhecido carrega uma confiança que o conteúdo não conquistou, que ainda é o mecanismo por trás da maior parte do phishing bem-sucedido.
Também conhecido como: ILOVEYOU, Love Bug, LoveLetter
Fontes
- Widely documented (May 2000)