Roadsec

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Significa: Roadsec - Latin America's largest hacker festival

O maior festival hacker da América Latina - um dia inteiro de palestras, CTF, drones e lockpicking que percorre às capitais brasileiras desde 2014.

O Roadsec inverteu a fórmula das conferências: em vez de fazer os hackers do Brasil viajarem a uma cidade, o festival viaja até eles - uma caravana pelàs capitais, culminando a cada ano numa megaedição em São Paulo. O formato é deliberadamente festival, não conferência: palestras de carreira ao lado de vilas de hardware, montagem de robôs ao lado de pesquisa séria, e no centro o Hackaflag, o campeonato de CTF cujas etapas regionais ao longo da turnê coroam um campeão nacional. Para uma geração de estudantes brasileiros longe do eixo São Paulo-Rio, uma parada do Roadsec foi a primeira vez que a comunidade de segurança chegou à sua cidade - que é exatamente o ponto. A organização por trás dele é a [Flipside](/industry/flipside), que agora tem uma entrada na linha do tempo da indústria deste site.

O Roadsec inverteu a economia usual das conferências. Em vez de exigir que os hackers do país viajassem a uma cidade, ele viajou até eles, com uma caravana de edições pelàs capitais antes de culminar num grande evento em São Paulo. Num país de escala continental, em que um voo doméstico pode custar mais que um salário mensal, essa inversão é todo o argumento.

O formato é deliberadamente festival, e não conferência. Palestras de carreira convivem com hacking de hardware, competições de captura de bandeira, arrombamento de fechaduras e música, o que baixa a barreira de entrada para quem jamais se descreveria como pertencente a um evento de segurança. Essa mistura é tanto estratégia de recrutamento para a área quanto programação.

O que ele demonstra é que geografia é um problema de segurança. A especialização se concentra onde estão os eventos, os eventos estão onde está o dinheiro, e o dinheiro está em poucas cidades, então o talento fora delas permanece invisível para uma indústria que reclama de escassez. Levar o evento às pessoas, em vez do contrário, é uma das poucas intervenções que atacam o mecanismo, e não o sintoma.

Tanto este evento quanto o Roadsec sao realizados pela mesma empresa, a Flipside, e foram fundados pela mesma pessoa, Anderson Ramos - fato que nenhuma das duas fichas registrava até agora e que explica bastante do calendário brasileiro. Os dois eram opostos deliberados: um corporativo, cheio de estandes e em São Paulo; o outro um festival itinerante levando a cultura hacker às capitais. Uma organização tocava as duas pontas do espectro. Então, em 2024, o Roadsec não aconteceu. A avaliação de quem acompanha a cena não foi de que ele fracassou, e sim de que o evento corporativo cresceu tanto que consumiu a capacidade da organização de tocar o outro, e a Flipside também havia encerrado as edições regionais dos dois. E uma coisa específica e instrutiva de se ver acontecer: o evento lucrativo não venceu o evento comunitario em mercado nenhum; venceu-o na disputa pela atenção de quem tocava os dois. A consequência não foi nula. Conferências comunitárias locais se multiplicaram no espaço deixado pelas edições regionais, e por isso o calendário brasileiro hoje tem mais eventos pequenos fora de São Paulo do que quando uma grande organizadora atendia aquelas cidades diretamente. Se esse e um desfecho melhor depende do que você valoriza, e a resposta honesta é que e um desfecho diferente.

Também conhecido como: roadsec, hackaflag

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