Real Programmers Don't Use Pascal
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Um ensaio satírico de 1983 cujo 'Real Programmer' é um hacker machista que despreza as facilidades de alto nível.
A paródia de Ed Post a 'Real Men Don't Eat Quiche' celebrava a velha guarda do FORTRAN e do assembly que desdenha a programação estruturada e as ferramentas úteis, meio de brincadeira, meio com nostalgia. O arquétipo que ele nomeou ainda ressurge sempre que alguém insiste que o jeito mais difícil e de mais baixo nível é o único verdadeiro.
Real Programmers Don't Use Pascal, publicado na Datamation em 1983, é uma carta satírica descrevendo um Programador de Verdade que escreve em FORTRAN ou assembly, despreza a programação estruturada, e lê dumps hexadecimais por prazer. Era engraçado então e hoje é documento de época.
A sátira é afetuosa e de dois gumes. Celebra o domínio genuíno da máquina enquanto zomba da recusa em adotar ferramentas que tornam o software mantenível por outras pessoas, e a piada funciona porque as duas leituras são verdadeiras: o Programador de Verdade realmente faz coisas que ninguém mais faz, e realmente é um problema para quem herdar o código.
Seu valor duradouro é como retrato de uma transição específica. A indústria migrava de um mundo em que a restrição era o virtuosismo individual para um em que a restrição era a compreensão coletiva e a manutenibilidade, e toda geração desde então produziu sua própria versão dessa discussão. Vale ler o ensaio ao lado da História de Mel, que trata a mesma tensão com seriedade em vez de humor, e o par mostra uma profissão negociando o que iria valorizar.
Também conhecido como: Real Programmers Don't Use Pascal, Real Programmer
Fontes
- Post, 'Real Programmers Don't Use Pascal', Datamation (July 1983)