Randy Bush

folclore

redes

O operador que passou quarenta anos ajudando outros países a construir as próprias redes, e que depois foi atrás da segurança do sistema de roteamento.

Ele estava na turma inaugural do hall da fama, e não por ter inventado algo: a citação é pelo Network Startup Resource Center, que começou em 1988 como voluntariado, quando engenheiros da África e da América Latina pediram ajuda para se conectar. O relato dele sobre o motivo é sem sentimentalismo - havia cientistas capazes ficando desatualizados por estarem isolados - e a descrição da época também: a internet ali era cientistas e organizações não governamentais, e não rede social.

O modelo é que era a parte importante. O centro trabalha com engenheiros locais que operam a própria infraestrutura, fornecendo treinamento, informação técnica e equipamento doado, em vez de operar coisa alguma. É a diferença entre construir uma rede PARA um lugar e deixar uma rede NELE, e é a mesma distinção sobre a qual gira o verbete da conexão da África: o escasso raramente é o trabalho técnico, é o aparato em volta, e alguém de fora pode ou fornecê-lo para sempre ou ajudar a construí-lo localmente.

Ele fez muita coisa além disso. Foi o engenheiro fundador da Verio, presidiu o grupo de DNS do IETF por uma década, esteve no conselho fundador do ARIN e ajudou a criar NANOG e AFRINIC. A partir de 2000 se voltou para a pergunta de se o sistema de roteamento pode ser confiado, catalisando o trabalho que virou o RPKI - que é um segundo ato adequado para quem passou a década anterior ajudando gente a entrar numa rede supondo que o roteamento dela dizia a verdade.

Também conhecido como: bush, nsrc, network startup resource center, rpki

Todos os verbetes do glossário