Marisa Bellisario

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Executiva italiana que, a partir de 1981, transformou a fabricante estatal de telecomunicações Italtel do que a imprensa chamava de escândalo nacional numa empresa lucrativa, e cuja fusão planejada num grupo de escala europeia foi cancelada, registra sua fundação, porque um sócio não aceitaria uma mulher como presidente executiva.

Formou-se na Olivetti dos anos eletrônicos, foi para a América em 1965, dirigiu a empresa americana da Olivetti a partir de 1979 e consertou seu balanço, e em outubro de 1980 aceitou da holding estatal o trabalho mais difícil da indústria italiana. A Italtel tinha seis fábricas, vinte e nove mil funcionários, produtividade baixíssima, absenteísmo alto e prejuízos pesados; a imprensa a chamava de pesadelo e escândalo nacional, e ela escreveu depois que era pior do que se descrevia. Codiretora-geral desde o início de 1981, administradora única a partir daquele agosto, trocou a direção, iniciou projetos novos e levou o plano adiante contra os sindicatos e parte da imprensa. Em três anos o faturamento foi de 503 bilhões de liras para 1.300 bilhões, com lucro substancial, e a parcela de mulheres entre os graduados da empresa foi de cinco por cento para vinte e sete. A fusão com a Telettra da Fiat, que faria um grupo italiano de equipamentos em escala europeia, não aconteceu; a fundação que leva seu nome afirma sem rodeios que a Fiat não lhe daria a cadeira de presidente executiva por ser mulher, e que o crescimento do setor estancou junto. Morreu no cargo em agosto de 1988, aos cinquenta e três anos. O verbete da Italtel registra o que foi feito da empresa; esta é a pessoa que lhe deu a década que teve.

Também conhecido como: bellisario, italtel turnaround, telit

Fontes

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