Linus's law

expressão

programaçãocultura de operações

'Com olhos suficientes, todos os bugs são rasos.'

Eric Raymond cunhou a frase em A Catedral e o Bazar e a batizou em homenagem a Linus Torvalds, como o argumento central da vantagem de qualidade do código aberto. O Heartbleed virou seu contraexemplo permanente: o código ficou aberto por anos, mas quase ninguém estava de fato olhando. A leitura moderna acrescenta a cláusula que faltava: os olhos precisam ser financiados, qualificados e apontados para o código.

Com olhos suficientes, todos os defeitos são superficiais. Eric Raymond formulou isso em A Catedral e o Bazar e batizou a lei com o nome de Linus Torvalds, e ela virou o argumento padrão para explicar por que o código aberto produz software seguro.

A evidência a complicou bastante. O Heartbleed ficou no OpenSSL por dois anos, num código que todos podiam ler e quase ninguém leu, e o Shellshock sobreviveu no bash por décadas. A lei pressupõe que os olhos de fato olhem, e olhar para C criptográfico é difícil, não remunerado e pouco gratificante, então disponibilidade do código e revisão do código se revelam coisas muito diferentes.

O que sobrevive é a condicional. O código aberto viabiliza a revisão e, onde a revisão de fato acontece, o efeito é real: projetos amplamente usados e bem financiados, com atenção dedicada de segurança, encontram e corrigem problemas mais rápido. Onde ela não acontece, ser aberto não oferece proteção alguma e oferece ao atacante o mesmo código. A resposta da indústria foi parar de supor e começar a financiar, e é por isso que existem iniciativas para pagar auditorias de infraestrutura crítica.

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