KRACK
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Um ataque de 2017 ao Wi-Fi WPA2 que reinicia chaves de criptografia para repetir tráfego.
Key Reinstallation Attack abusou do handshake de quatro vias do WPA2 forçando a reinstalação de uma chave já usada, reiniciando nonces e permitindo repetição ou decifração. Afetou essencialmente todo cliente Wi-Fi e motivou correções de firmware no mundo todo.
O KRACK atacou o handshake de quatro vias do WPA2, o protocolo que protege essencialmente toda rede Wi-Fi protegida. Ao repetir uma mensagem do handshake, um atacante podia forçar um cliente a reinstalar uma chave já usada, zerando os contadores que jamais podem se repetir e viabilizando a descriptografia do tráfego.
A importância do achado é que o WPA2 havia sido analisado formalmente e considerado sólido por mais de uma década. As provas estavam corretas; cobriam o protocolo conforme especificado, e não as implementações de máquina de estados efetivamente construídas, e a vulnerabilidade morava na distância entre os dois. Algumas implementações foram muito mais afetadas que outras por causa de como tratavam um caso ambíguo do padrão.
A lição se generaliza para além do Wi-Fi e é a parte duradoura. Uma especificação correta não produz implementações corretas, ambiguidade num padrão vira divergência em campo, e verificação formal de um protocolo não é verificação do código que o fala. Também acelerou o WPA3, cujo handshake foi redesenhado especificamente para remover essa classe de problema, e demonstrou quanto tempo um protocolo universalmente implantado leva para ser substituído mesmo depois de uma quebra séria.
Também conhecido como: KRACK, Key Reinstallation Attack, CVE-2017-13077
Fontes
- CVE-2017-13077 (2017)