hardware implant

termo

redes

Algo acrescentado a um dispositivo na fabricação ou no transporte que o comprador não consegue ver e que o fabricante pode desconhecer.

Quase todos os casos de cadeia de suprimento deste catálogo carregam carga de informação: um farol num roteador, uma porta dos fundos numa biblioteca, um rootkit num controlador. O mecanismo não exige isso. Em 17 e 18 de setembro de 2024, milhares de pagers e centenas de rádios portados por membros do Hezbollah detonaram no Líbano e na Síria; até 22 de setembro contavam-se 42 mortos, ao menos 12 deles civis, com milhares de feridos atendidos em 150 hospitais. Peritos de direitos humanos da ONU condenaram os ataques como possíveis crimes de guerra, sustentando que a natureza indiscriminada de detonações simultâneas violou o direito internacional; o presidente de Israel negou envolvimento. O detalhe comercial é o que se transfere. A marca nos pagers era licenciada: uma empresa taiwanesa declarou que o modelo foi projetado, fabricado e vendido por uma companhia de Budapeste sob acordo de marca, e que os aparelhos usavam um chip que ela não usa. O nome num produto e o fabricante de um produto são rotineiramente entidades diferentes, de forma inteiramente lícita, e quem inspeciona o rótulo não aprende nada sobre nenhum dos dois. Um implante também pode ficar dormente por anos e acordar com uma mensagem, propriedade que ele divide com software - a diferença está só no que a carga faz.

Também conhecido como: implant, supply chain implant, physical supply chain attack

Fontes

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