cold-potato vs. hot-potato routing
expressãonuvemProvedores e telecom
Duas filosofias para transportar tráfego: hot-potato o entrega à próxima rede o quanto antes; cold-potato o mantém no seu backbone o máximo possível.
As nuvens vendem cold-potato como 'camada premium': mais da viagem na fibra delas, menos na internet aberta.
O roteamento batata quente entrega o tráfego à rede de destino o quanto antes, no ponto de troca mais próximo, de modo que a rede remetente o carregue pela menor distância. O roteamento batata fria carrega o tráfego no próprio backbone o máximo possível antes de entregá-lo.
A escolha é econômica antes de ser técnica. A batata quente minimiza seus custos de trânsito e empurra o custo de transporte para a rede receptora, que é o padrão na maioria das relações de peering. A batata fria custa mais a quem envia e é o que um provedor de conteúdo escolhe quando quer controle sobre a qualidade: manter o tráfego na própria rede bem administrada até estar perto do usuário significa menos variáveis e desempenho medido melhor.
Isso explica o roteamento assimétrico, que é uma das coisas mais confusas de diagnosticar. Se as duas redes aplicam batata quente, o tráfego de A para B sai por um ponto de troca e o de retorno sai por outro completamente diferente, então os dois sentidos seguem caminhos fisicamente distintos, com latências e modos de falha distintos. Quem investiga um problema de mão única em geral está olhando para isso, e olhar apenas o caminho de saída não vai encontrá-lo.