byte

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programação

Um grupo de bits tratado como unidade, padronizado em oito, e o quantum cotidiano do armazenamento de computador.

Werner Buchholz cunhou 'byte' em 1956 ao projetar o supercomputador IBM 7030 Stretch, respelando de propósito a palavra 'bite' para que nunca fosse confundida no papel com 'bit'. As primeiras máquinas usavam bytes de seis, sete ou nove bits; o byte de oito bits se tornou universal com o IBM System/360 em 1964 e nunca mais mudou. O tema da mastigação pegou, e por isso metade de um byte é um nibble. Um byte guarda 256 valores, o suficiente para um caractere de texto, e por isso virou a unidade natural de memória, arquivos e endereços.

Um byte tem oito bits hoje, e a padronização é mais recente e mais arbitrária do que a maioria supõe. Máquinas antigas usavam bytes de seis, sete e nove bits, e a palavra significava originalmente a quantidade de bits que a arquitetura usava para representar um caractere. O IBM System/360 é em boa medida a razão de o oito ter vencido.

Essa história explica por que os organismos de padronização dizem octeto quando querem dizer exatamente oito. Em especificações de protocolo, em que um documento pode ser implementado em hardware que ninguém previu, octeto remove a ambiguidade que byte historicamente carregava, e encontrar a palavra numa RFC é sinal sobre a época e a seriedade do documento, e não pedantismo.

O problema dos prefixos é a consequência cotidiana. Um kilobyte é mil bytes para um fabricante de discos e 1.024 para um sistema operacional, e é por isso que um terabyte comprado aparece menor que o anunciado, e por que existem os prefixos binários kibi, mebi e gibi para dizer o segundo sem ambiguidade. Quase ninguém os usa na fala, então a habilidade prática é saber qual convenção um número está seguindo e por quanto ela difere, aproximadamente.

Também conhecido como: octet

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