bikeshedding
folclorecultura de operaçõesprogramação
Significa: Parkinson's Law of Triviality
Gastar discussão desproporcional em um detalhe trivial enquanto uma decisão importante e complexa passa quase sem escrutínio.
O nome vem da ilustração de C. Northcote Parkinson, de 1957: um comitê aprova rapidamente uma usina nuclear, mas discute por horas a cor do galpão de bicicletas, porque todos têm opinião sobre o galpão e poucos conseguem avaliar o reator. É o risco permanente de toda revisão de projeto.
Bikeshedding é a constatação de que um comitê aprova uma usina nuclear com pouca discussão e depois discute por horas a cor do bicicletário. Parkinson chamou isso de lei da trivialidade: o tempo gasto num item de pauta é inversamente proporcional ao seu custo, porque os itens triviais são aqueles sobre os quais todo mundo se sente qualificado a opinar.
O mecanismo não é burrice, e é por isso que vale entendê-lo em vez de zombar. Ninguém quer admitir que não consegue avaliar o projeto do reator, então o reator passa pela autoridade de quem o apresentou. O bicicletário é diferente: todo mundo já viu um abrigo, todo mundo consegue imaginar uma cor, e participar não custa nada. A atenção flui para onde a competência parece disponível.
O termo entrou na cultura de software por uma mensagem de 1999 numa lista do FreeBSD, e desde então é vocabulário corrente de engenharia. Nomeá-lo é boa parte da cura: numa revisão de projeto, notar em voz alta que o grupo passou quarenta minutos num nome de variável e quatro no modelo de concorrência costuma redirecionar a sala sem que seja preciso dizer a ninguém que está perdendo tempo.
Também conhecido como: bike-shedding, bike shed, law of triviality
Fontes
- C. Northcote Parkinson, "Parkinson's Law", 1957