Atwood's law

expressão

desenvolvimento webprogramação

'Qualquer aplicação que possa ser escrita em JavaScript acabará sendo escrita em JavaScript.'

Jeff Atwood a cunhou em 2007 como meia piada sobre a gravidade da plataforma web; então o Node levou o JavaScript aos servidores, o Electron ao desktop e o React Native aos celulares, e a piada virou roteiro. A lei é, na verdade, sobre alcance: o runtime instalado em toda parte vence, argumentos de qualidade à parte. Seu sucessor espiritual já circula: tudo que puder ser compilado para WebAssembly, será.

Qualquer aplicação que puder ser escrita em JavaScript acabará sendo escrita em JavaScript. A formulação de Jeff Atwood, de 2007, era previsão, e envelheceu virando descrição banal da realidade.

A previsão se realizou por um mecanismo que merece nome: o navegador era o único runtime universal, então o que rodava ali rodava em todo lugar sem instalação. O Node pôs a mesma linguagem no servidor, o Electron no desktop, e o React Native nos telefones. A linguagem não venceu por mérito, venceu por alcance, que é a mesma dinâmica que decidiu o TCP/IP sobre alternativas tecnicamente superiores.

O WebAssembly complica a continuação e merece atenção por isso. Ele torna o navegador um alvo para outras linguagens, o que remove a razão estrutural da vitória do JavaScript, e a pergunta honesta é se alcance ou mérito domina quando ambos estão disponíveis. A lei de Atwood descreveu uma era em que não havia escolha; se descreve a próxima é genuinamente indefinido.

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