Al Gore

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Senador dos Estados Unidos, depois vice-presidente, cuja legislação de 1991 financiou a rede de pesquisa e o centro de supercomputação de onde saiu a internet comercial; mais conhecido por uma frase que não disse.

Dois fatos ficam de cada lado do nome. O primeiro é o que a legislação fez. Como senador nos anos 1980, Gore pressionou para unir várias dezenas de redes federais desconectadas numa só, e em janeiro de 1991 apresentou o projeto que virou o High Performance Computing Act, sancionado em dezembro. Ele autorizou cerca de seiscentos milhões de dólares, financiou a National Research and Education Network que levou a internet para fora da ciência da computação e para as universidades em geral, e fortaleceu os centros de supercomputação - entre eles o NCSA, em Illinois, onde um grupo de estudantes então escreveu o Mosaic, o navegador que tornou a web uma coisa pública. Andreessen, que liderava o grupo, disse que, deixado à iniciativa privada, aquilo não teria acontecido por anos. O segundo fato é a citação. Na CNN, em março de 1999, Gore disse ter tomado a iniciativa de criar a internet - uma afirmação sobre legislação, e correta - que foi reduzida à palavra inventou e virou piada que sobreviveu aos fatos. Quem escreveu os protocolos da internet respondeu: Cerf e Kahn escreveram em 2000 que nenhum eleito fizera contribuição maior por mais tempo. O catálogo registra os dois fatos porque o segundo é o que todo mundo sabe e o primeiro é o que aconteceu.

Também conhecido como: gore bill, high performance computing act, nren

Fontes

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