2600 Magazine
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Significa: 2600: The Hacker Quarterly
The Hacker Quarterly: a voz impressa da cultura hacker desde 1984, e a origem da conferência HOPE e dos encontros 2600 de sexta-feira.
Editada por Emmanuel Goldstein (Eric Corley) e batizada pelo tom de phreaking de 2600 Hz, a 2600 publica há quatro décadas explorações de sistemas enviadas por leitores, travou batalhas legais históricas (notavelmente o caso DeCSS) e semeou uma rede mundial de encontros na primeira sexta do mês. Sua conferência HOPE (Hackers On Planet Earth) carrega a mesma linhagem - e o editor da revista abriu a primeiríssima YSTS em São Paulo, amarrando esta entrada à cena brasileira.
A 2600, batizada com o tom do phreaking e editada por Emmanuel Goldstein, publica material técnico enviado por leitores continuamente desde 1984, impressa, em papel, trimestralmente. Ela também organiza os encontros presenciais que acontecem em cidades do mundo inteiro na primeira sexta-feira do mês.
Sua importância é a distribuição antes de a internet tornar distribuição trivial. Um adolescente numa cidade pequena, sem comunidade local, podia comprar uma revista numa livraria e descobrir que outras pessoas existiam, o que faziam e como. Para muitíssima gente que depois virou profissional de segurança, foi o ponto de entrada, e o objeto físico importava justamente porque nada mais chegava até elas.
Foi controversa o tempo todo e em geral esteve no polo receptor das ações judiciais, não no emissor, com destaque para o caso DeCSS. O que a revista argumentou de forma consistente é que publicar informação técnica é expressão, e que uma sociedade que criminaliza a explicação acaba com uma população incapaz de avaliar os sistemas que a governam. Esse argumento envelheceu bem, e a revista continua chegando a cada trimestre.
Também conhecido como: 2600, 2600 magazine, the hacker quarterly, hope conference