# O vocabulário do SPB, organizado

> I-SID, B-VLAN, B-MAC, BEB, BCB, L2VSN, L3VSN. Qual deles é serviço, qual é transporte e qual é papel de um switch — e o fato que torna o resto óbvio.

Source: https://ronutz.com/pt-BR/learn/spb-fabric-vocabulary  
Updated: 2026-08-13  
Related tools: https://ronutz.com/pt-BR/tools/fabric-connect-spb-explainer, https://ronutz.com/pt-BR/tools/voss-fabric-id, https://ronutz.com/pt-BR/tools/voss-exos-translator

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## A dificuldade são as palavras

Shortest Path Bridging é mais simples do que aquilo que substitui. Não parece
assim no primeiro contato, porque sete termos desconhecidos chegam num parágrafo
só e nada sinaliza quais são do mesmo tipo.

Separe-os em três pilhas e a tecnologia para de resistir.

**Transporte:** as backbone VLANs e os backbone MACs. **Serviço:** o I-SID, e o
L2VSN ou L3VSN que ele representa. **Papel:** o que um switch faz, borda ou
núcleo.

## O fato que reorienta tudo

**Uma B-VLAN não é uma VLAN.**

Ela não inunda unicast desconhecido, broadcast nem multicast. Encaminha apenas
com base em tabelas de backbone MAC que o IS-IS provisionou a partir de árvores
de caminho mais curto.

Não há spanning tree. Nada fica bloqueado. Todo enlace carrega tráfego, porque a
decisão de encaminhamento veio de uma topologia calculada, e não de observar
quadros chegando e adivinhar.

Assimilado isso, o resto decorre: se o encaminhamento é calculado, o núcleo não
precisa aprender nada; e se o núcleo não aprende, ele não precisa saber que os
seus serviços existem.

## O identificador de serviço

O **I-SID** é um número de vinte e quatro bits carregado no cabeçalho de
backbone 802.1ah. Vinte e quatro bits são cerca de dezesseis milhões, contra os
quatro mil de uma tag de VLAN — e é por isso que um fabric pode dar a cada
serviço o seu próprio identificador em vez de racioná-los.

Um I-SID não é uma VLAN nem uma sub-rede. Ele se torna uma coisa ou outra pelo
que você liga a ele:

- Ligue a uma **VLAN de borda** e ele é um **L2VSN**. Dois sites configuram o
  mesmo I-SID contra a sua VLAN local e compartilham um domínio de broadcast,
  sem nada configurado no meio.
- Ligue a uma **VRF** e ele é um **L3VSN**, carregando tráfego roteado de uma
  instância de roteamento.

Muitas implantações codificam a VLAN dentro do I-SID — 20010 para a VLAN 10 —
para que o mapeamento se leia de relance. Isso é convenção, não exigência.

## Duas backbone VLANs, e por quê

Um fabric normalmente roda **duas** B-VLANs, 4051 e 4052 por padrão em
equipamentos Extreme. Os serviços são distribuídos entre elas pelo bit menos
significativo do I-SID: pares em uma, ímpares na outra. Duas árvores de caminho
mais curto, cada uma carregando aproximadamente metade dos serviços.

Essa distribuição é o padrão, não uma regra do standard. Quando um serviço se
comporta de forma diferente dos vizinhos, **em qual árvore ele está é a primeira
coisa a verificar.**

## Borda e núcleo

Um **backbone edge bridge** é onde uma VLAN ou VRF de cliente encontra um I-SID,
e onde o encapsulamento MAC-in-MAC é adicionado e removido. Os serviços são
provisionados ali.

Um **backbone core bridge** encaminha apenas com backbone MACs e nunca vê um
endereço MAC de cliente.

Essa é a afirmação operacional que o SPB realmente faz: **adicionar um serviço
significa mexer nos dois ou mais switches de borda onde ele aparece, e em nada no
meio.** O núcleo fica intocado — não por convenção de projeto, mas porque ele
genuinamente não carrega a informação.

A mesma propriedade dimensiona a tabela de encaminhamento do núcleo pelo número
de nós do fabric, e não pelo número de estações finais, que é a razão de o
encapsulamento existir.
