# O que o BIG-IP escreve dentro da sua captura

> O trailer Ethernet da F5 carrega o que o TMM sabia sobre cada pacote — slot, TMM, virtual server, IDs de fluxo e a causa do reset. A partir da v15 ele também pode carregar segredos de sessão TLS, o que muda o que um pcap é.

Source: https://ronutz.com/pt-BR/learn/f5-ethernet-trailer  
Updated: 2026-08-13  
Related tools: https://ronutz.com/pt-BR/tools/f5-eth-trailer-decoder

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## O equipamento conta o que estava pensando

Rode o tcpdump **no próprio** BIG-IP com as flags de ruído e cada quadro ganha um
trailer: não mais pacote, mas o relato do próprio equipamento sobre aquele
pacote.

```
tcpdump -s0 -i 0.0:nnn -w /var/tmp/cap.pcap host 10.1.1.5
```

O sufixo define o nível. **`:n`** dá os detalhes baixos — direção, o slot e o TMM
que trataram o quadro, e o virtual server que ele casou. **`:nn`** acrescenta os
identificadores de fluxo e de par e **a causa do reset**. **`:nnn`** acrescenta
mais, boa parte significativa para o suporte da F5 e não para você.

## Por que a causa do RST é o campo que importa

Uma captura sem o trailer mostra que uma conexão morreu. O trailer diz que **o
equipamento a matou, e por quê**.

`No local listener` significa que o tráfego chegou e não havia nada escutando
naquele endereço e porta — o que é uma resposta de configuração, não de rede, e
chega em um campo em vez de depois de uma hora de eliminação.

## IDs de fluxo são reutilizados, e isso pega as pessoas

O flow ID e o peer ID identificam as duas metades de uma conexão. Duas coisas
sobre eles valem saber antes de confiar em um:

- São **únicos apenas dentro de uma combinação de slot e TMM**.
- São **reutilizados ao longo do tempo**, então o mesmo ID pode aparecer em
  pacotes completamente sem relação antes ou depois na mesma captura.

E ao filtrar, `f5ethtrailer.anyflowid` casa o ID como fluxo **ou** como par, o
que retorna **os dois lados da conexão**. Filtrar só por `flowid` retorna metade
do que você queria.

## A parte que ninguém menciona

A partir do **BIG-IP v15** o trailer pode carregar uma **seção de provider TLS**,
e essa seção contém **segredos de sessão** — o early secret, os traffic secrets
de cliente e servidor, o exporter secret. O dissector do Wireshark os converte em
entradas de keylog e descriptografa a captura para você.

Isso é um recurso de depuração genuinamente útil e muda o que o arquivo é.

A documentação da F5 observa que o trailer nunca sai do equipamento pelo fio.
**Isso é verdade, e diz respeito ao fio.** O arquivo é outra questão: uma captura
feita em ruído alto num equipamento v15+ **pode conter as chaves das suas
próprias sessões TLS**, e anexá-la a um chamado de suporte, a um e-mail ou a um
drive compartilhado move essas chaves junto.

Trate uma captura dessas como trataria uma chave privada, porque pela duração
daquelas sessões é o que ela contém.
